segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Saquinhos de plástico

Os animais marinhos são os que mais sofrem com o nosso
descarte desmedido de sacos plásticos, pois confundem
os sacos com comida e acabam morrendo com essas porcarias no estômago!


Hoje, enquanto cozinhava, me perguntava o que fazer para diminuir o uso de sacos plásticos como lixo aqui em casa. Mesmo tendo trazido da Alemanha um monte de sacolas de pano, e já tendo comprado mais algumas aqui no Brasil (algumas charmosérrimas, diga-se de passagem), a gente acaba trazendo sacos plásticos para casa, de um jeito ou de outro. Sim, porque se você não utiliza os sacos plásticos do mercado, acaba comprando sacos para os recipientes de lixo, não é mesmo?

Pensando nisso, fiz uma busca na internet e encontrei uma matéria que foi exibida no jornal Hoje, da Rede Globo, e que diz que os sacos de plástico levam 400 anos para se decompor. A sugestão então é usar jornal para recipientes menores, como aquele lixinho do banheiro e da pia, já que o jornal leva apenas 6 meses para se decompor.

Olha a matéria do Jornal Hoje aqui...

E para aprender a fazer o saquinho de jornal que é uma idéia do Instituto AKATU, clique neste link.

Mãos à obra!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Economizando água no banheiro da sua casa

Você sabia?

Vasos sanitários com caixa acoplada utilizam seis litros de água por descarga em vez dos mais de 20 litros das válvulas de parede convencionais. Instale em sua casa modelos mais modernos que trazem ainda um duplo botão para três e seis litros e podem ser acionados de acordo com a necessidade.

Nossa, esse é um item na construção civil que precisava mudar... e rápido.

No exterior, já é mais fácil encontrar vasos sanitários com as válvulas de descarga divididas em duas: uma mais fraca para o número 1, e outra mais forte, para o número 2. É fato, resíduos sólidos requerem mais água do que os líquidos.

Ainda tem aquela história de que não se deve jogar o papel higiênico no sanitário. Como saber se o correto é jogar no sanitário ou no lixo?

Diz o site Planeta Sustentável, da Editora Abril:

"O papel higiênico – tanto faz se mais fino ou mais grosso – vai ser parcialmente dissolvido na água e o que chegar à estação de tratamento será separado e descartado em um aterro sanitário junto com os demais resíduos sólidos”, explica Hélio Padula, gerente de serviços da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “A pessoa só não pode exagerar na quantidade de papel por vez para evitar entupir o vaso ou as instalações hidráulicas da casa”, diz. Se for jogado no cesto de lixo, o papel também vai parar no aterro, porém, por ser embalado em sacos plásticos, seu impacto ambiental é maior – plásticos, como se sabe, levam décadas para ser decompostos na natureza.

Caso sua cidade não conte com uma rede coletora de esgoto ou uma estação de tratamento (para se informar disso, ligue para a concessionária de esgoto local), jogue o papel higiênico no lixo do banheiro. Quando lançado no vaso, ele entope mais rapidamente a fossa séptica (tanque enterrado no jardim ou quintal da casa para onde vai o esgoto doméstico quando não há rede coletora). Ao mesmo tempo, aumenta a poluição das águas, já que o esgoto de cidades sem estação de tratamento é despejado in natura em rios ou no mar. Fraldas, absorventes higiênicos e camisinhas devem ser jogados no lixo".

Então, fique ligado, tá?

sábado, 1 de janeiro de 2011

As garrafas d'água

No ano passado (ual, 2010 já acabou!), a grande discussão no departamento onde eu trabalho, era em como economizar grana. A gente estava gastando muito, e a água era um problema que ninguém queria encarar de frente.

Em cada reunião, as pessoas recebiam um copo com uma garrafinha de água ao lado e o garçom (é, lá nós temos garçom) nunca sabia se a água que sobrava na garrafa podia ser reutilizada ou não. É que algumas pessoas optavam por tomar a água direto na garrafa, o que inutilizava a sobra.

Isso só acontecia porque as garrafas eram aquelas de 500 ml. Numa reunião que tivemos e na qual o problema foi levantado, eu sugeri que as garrafas das reuniões fossem substituídas por garrafas de 1,5 litro, o que impediria que se bebesse direto no gargalo e garantiria que a água que sobrasse fosse reaproveitada na próxima reunião.

De mais a mais, eu fiz as contas, a garrafa de 1,5 litro é muito mais barata, relativamente, do que a garrafa de 500 ml. Fazendo uma busca no mercado mais caro do Rio de Janeiro, só pra ter uma idéia, encontrei os seguintes preços:

AGUA MINERAL CRYSTAL 1500ML - R$ 1,79
AGUA MINERAL CRYSTAL 510ML - R$ 1,09

Já deu pra perceber o que eu estava dizendo, não? Mas, não rolou, pois temos um Centro de Serviços Compartilhados que compra para todos os departamentos e que só sabe comprar a garrafa de 500 ml. Agora meu medo é que cortem a água em garrafa. Se ao menos tivéssemos um bom bebedouro, estava tudo bem...

A lição que a gente pode tirar disso é que comprando uma embalagem maior, a gente evita mais poluição, nos lixões, mares e rios. A grande dica então é quando for comprar, prefira as embalagens que contenham uma maior quantidade de produtos, como biscoitos, papel higiênico, etc. Assim você evita o acúmulo de várias embalagens a serem descartadas.

Vamos ajudar a salvar o planeta, evitando o desperdício de água e o acúmulo de plástico!


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Michelin financia terras a seringueiros para que eles plantem árvores mais resistentes a fungo

por Ligia Carvalho, Canal RH, quinta-feira, 4 de novembro de 2010.

A vida do seringueiro José Ângelo Rodrigues Cairo mudou desde que se tornou proprietário de sua própria plantação, em 2003. “Hoje, sou meu patrão e tenho responsabilidade com mais 35 funcionários”, comenta. Ele foi um dos primeiros agricultores de Ouro Verde (no Sul da Bahia) a adquirir as médias propriedades que a Michelin financiou aos funcionários mais experientes no plantio e beneficiamento da borracha, no âmbito do projeto Ouro Verde Bahia, vencedor da edição de 2010 do Prêmio Liberdade, Igualdade e Fraternidade (LIF), concedido pela Câmara de Comércio França-Brasil.

Cairo, que assumiu o cargo de diretor-presidente da Cooperativa Ouro Verde Bahia, conta que o projeto melhorou a situação dos funcionários e trouxe benefícios para toda a região, com a geração de mais emprego e mais renda. O seringueiro comenta, entretanto, que os produtores enfrentaram algumas dificuldades no início do projeto por ele incluir a diversificação de plantio, combinando seringueiras e cacaueiros. “Tínhamos experiência com a cultura da seringueira, mas, no início, tivemos dificuldade com o cacau, que era um pouco diferente”, lembra. Ele diz que os proprietários buscaram parceria com algumas empresas e fazendas que já tinham conhecimento sobre a cultura cacaueira e conseguiram se desenvolver.

A iniciativa da Michelin tem o objetivo de ampliar a geração de empregos e a renda da população local, por meio de um projeto agroflorestal, que consistiu em financiar os funcionários da empresa para se tornarem proprietários de suas próprias plantações, que precisariam ser diversificadas para aumentar a rentabilidade das famílias.

Mal de folhas

O Ouro Verde foi motivado por um ataque do fungo que provoca o mal de folhas à plantação de seringueiras, até então, pertencente à Michelin. O problema comprometia a produção e a empresa decidiu pôr 5 mil dos 9 mil hectares de sua fazenda à disposição dos funcionários mais experientes para que comprassem as terras e criassem 12 médias propriedades. Em contrapartida, eles deveriam renovar o seringal com uma qualidade de seringueira desenvolvida pela área de pesquisa da Michelin que é resistente ao fungo do “mal de folhas” e que seria vendida a preço de custo, juntamente com mudas de cacau de alta qualidade.

“Antes do projeto, a fazenda da Michelin era exclusivamente de seringueiras; com o sistema agroflorestal, em que você combina a seringueira com o cacau, o grande ganho foi a diversificação, gerando não só emprego, mas muito mais renda para a região”, explica o gerente de Pessoal e Comunicação do Projeto Ouro Verde Bahia, Paulo Roberto Bonfim.

A iniciativa foi expandida a toda a região do sul da Bahia e norte do Espírito Santo. “Identificando o agricultor, propomos a ele o sistema agroflorestal e ajudamos desde a fase de escolha do terreno até o momento da sangria [o corte para a extração do látex das seringueiras]”, comenta Bonfim, que ressalta, ainda, que o além do apoio ao agricultor a Michelin garante sua rentabilidade. “O fato de a empresa produzir as mudas de seringueiras resistentes às doenças, garante produtividade”, destaca.

O projeto engloba também um centro de pesquisa científica sobre seringueiras e sobre a biodiversidade da Mata Atlântica e uma área de preservação ambiental sustentável. Na avaliação da Michelin, o Ouro Verde é um dos maiores programas ligados à sustentabilidade da companhia no mundo e contribui para a melhoria da qualidade de vida e aumento da atividade econômica em uma região em que a taxa de desemprego é alta e o Índice de Desenvolvimento Humano é baixo.

domingo, 16 de maio de 2010

Lemonade Day

Michael Holthouse é o fundador de uma instituição chamada "Prepared 4 Life". Basicamente, ele ensina às crianças a importância de ganhar o seu próprio dinheiro, planejando um negócio e pensando em todos os aspectos da gestão do mesmo. De fato, ele as prepara para o mundo, através da sua ONG.

Tomei conhecimento do Michael na última viagem que fiz, pois havia uma matéria sobre ele na revista da Continental, empresa através da qual voei para os Estados Unidos. No dia 02 de Maio, ele organizou o Lemonade Day em Houston e mais 13 localidades, envolvendo milhares de crianças. Olha o Micahel e as crianças nesta foto, que carinhas ótimas!

Como ele dá uma aula, reproduzo aqui a entrevista que ele deu ao repórter da Revista da Continental.

Q: What is Lemonade Day?

A: It's a fun, communitywide program that teaches kids how to start, own, and operate their very own lemonade business. It's a month-long activity where a caring adult is paired with a child, and together they go through a step-by-step process that exposes them to every element of starting any business. That effort culminates on a single day — this year on May 2 in Houston [and 13 other locations] — where the entire community focuses on their kids.

Q: What was the impetus for the event?

A: Four years ago I did a lemonade stand with my then 10-year-old daughter, Lissa, and her best friend. It was the first time she experientially learned how America works. We sat down at the end of the day, with a big tablet and a crayon, and did a balance sheet. It showed her exactly how she fared. It was awesome.

Q: What's the most effective aspect of the event?

A: Out of the hundreds of thousands of things you did as a kid, you remember that lemonade stand. It was a milestone, a life-changing moment where you figured out, "Oh, so this is how it works." It has to be experiential. You can sit a person in the classroom for 20 years and lecture them about business and they'll never get it like they will serving up a glass of lemonade.

Q: What's been the biggest surprise?

A: How easily people understand it and get on board with it. I've never heard a single person say Lemonade Day is a bad idea.

Q: What's been your greatest success?

A: When they've gone from setting goals to having a fistful of cash, we ask the kids to do three things: spend a little, save a little, and share a little. In Houston alone last year, we did 27,000 lemonade stands. Those kids sold over 2 million glasses of lemonade, at an average price of $1.14. They gave back over $500,000 to the community. It was extraordinary.

Q: What are your future plans?

A: By 2013, we want to be in 100 U.S. cities and do a million lemonade stands in a single day — we'll enable millions of kids to be successful, happy, contributing human beings.

— Brion O'Connor
Source:
http://magazine.continental.com/201004-idea-makers-qa

O trabalho do Michael merece ser conhecido e reconhecido. Para mais informações, vale uma visita aos seus sites: lemonadeday.org ou prepared4life.org.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Os celulares

Toda grande data do ano é a mesma coisa: um dos presentes mais requisitados por pais, mães, namorados, é o celular! As pessoas compram celulares a toda hora e trocam de celular como quem troca de roupa.
Às vezes, eu fico me perguntando o porquê disso, o que fazer com tantos celulares e tantos números... Será que as pessoas querem mesmo ser localizadas o tempo inteiro? Eu não tenho essa neura, nem fico olhando para o celular de cinco em cinco minutos para saber se recebi algum telefonema. Na verdade, na maioria das vezes, eu perco as ligações e isso acontece por absoluta falta de conexão com essa coisa da conectividade.

Algumas avaliações de especialistas dão conta de que os celulares têm tido uma vida útil cada vez menor. Mas, por que mesmo que você precisa trocar de celular toda hora?
Apesar de muita gente trocar de celular para mostrar status, para " tirar onda" mesmo, por que não manter o mesmo celular enquanto ele estiver funcionando? A bateria está ok? O celular não está quebrado? Está funcionando direitinho? Te atende?

Acho que é fundamental que tenhamos em mente que muito consumo gera muito lixo, que a gente não tem onde enfiar (hoje, já, agora) tanto lixo tecnológico... Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício de trocá-la e descartá-la adequadamente, em postos de coleta. Têm muitos por aí... Aliás, as lojas de celulares têm obrigação de receber as baterias e os celulares antigos.
De fato, os celulares trouxeram muita comodidade às nossas vidas, mas eles utilizam de derivados de petróleo (porque são na sua maioria de plástico) e metais pesados nas suas bateriais. Então, quanto mais produzimos e consumimos, mais poluimos... simples assim.

Mas, se a questão é a responsabilidade social, alguém pode argumentar que as fábricas de celulares oferecem emprego a muita gente. E o que dizer das empresas que se utilizam de mão de obra muito barata em países em desenvolvimento para produzí-los? ... não estamos incentivando um tipo de escravidão se aceitamos que pessoas trabalhem numa jornada de 16 horas/dia?

Para que façamos valer o aparelhinho que tanto nos ajuda no nosso cotidiano, temos que pensar que a conta é outra: o custo de um aparelhinho não é só o que pagamos por ele, mas o custo de fabricação, o custo social e o custo ambiental, ok? Use o seu gadget até o final, a humanidade agradece.

domingo, 9 de maio de 2010

Baterias recarregáveis

Você já considerou a hipótese de substituir as pilhas comuns por pilhas e baterias recarregáveis? Está certo, elas estão mais caras, mas com o uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.