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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ser rico ou feliz? - por Max Gehringer



Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. 

Lá vai: "Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.

Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.


Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.

É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.


Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!

Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".

"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço."


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Trabalho escravo na Zara

Essa matéria muito nos interessa. Temos que ficar de olho!

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Após flagrante de trabalho escravo, Zara assina Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com Ministério Público do Trabalho (MP)

Após negociações com o Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo, representantes da Zara Brasil, empresa do grupo espanhol Inditex, assinaram na última segunda-feira o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se responsabilizando juridicamente por todo flagrante de trabalho escravo ou análogo ao escravo em sua cadeia produtiva. Na primeira audiência, no início do mês, a empresa se recusou a assumir esta responsabilidade, alegando que o código de conduta para os fornecedores da marca já representava um sistema de controle da cadeia produtiva, e apresentaram uma contraproposta aos representantes do MPT que incluia ações de fiscalização de fornecedores, formalização da cadeia de terceirizados e apoio aos empregados estrageiros .

Mesmo com o avanço nas negociações, os representantes da empresa assinaram um documento com algumas alterações em relação ao TAC original. A Zara terá que fazer um investimento social de R$ 3,4 milhões e não mais pagar R$ 20 milhões em danos morais coletivos, previstos inicialmente pelo MPT, após flagrante, em agosto, de estrangeiros trabalhando em péssimas condições em duas oficinas de costura, conforme noticiou o blog do Razão Social. Além disso, diferente do TAC original, o assinado pelos representantes da marca espanhola não proibe 'quarteirizações' e 'quinterizações', prática comumente adotadas no setor que tende a fragilizar as relações de trabalho.

Mesmo com as alterações, o procurador Luiz Carlos Fabre, que conduziu o processo, considerou que o acordo representa um avanço e abre um precedente importante para o combate à escravidão e à precarização das condições de trabalho no setor de varejo têxtil:

- É um vitória para a sociedade. A empresa se comprometeu a erradicar todo o trabalho análogo ao escravo de sua cadeia produtiva. De agora em diante, se houver algum flagrante, a Zara terá que arcar com multa de R$ 50 mil e as obrigações legais por cada caso constado. Avaliamos o que a empresa nos propôs na primeira audiência, de fazer um investimento social de R$ 2 milhões. Fizemos um cálculo e concluímos que o valor do investimento social acordado agora, de R$ 3,4 milhões, é compativel com o que a companhia terá que fazer para garantir melhores condições de trabalho e qualidade de vida aos funcionários_ contou Fabre.

Quanto às subcontratações, Fabre esclarece que embora não haja uma cláusula proibindo a prática, de forma alguma o TAC autoriza a empresa a terceirizar.

- Mesmo que isso ocorra, se houver ato ilícito na cadeia, será a Zara a responder juridicamente pois se comprometeu. Para nós, o acordo foi satisfatório pois é a primeira vez que uma empresa do ramos assume,d e fato, a responsabilidade jurídica de toda a sua cadeia - disse o procurador.

A Zara se comprometeu ainda a intensificar as inspeções em fornecedores e oficinas terceirizadas. Além disso, vai por em prática imediatamente um plano de ação, que inclui medidas corretivas como formalizar as oficinas de costura e criar um fundo de emergência com parte dos R$ 3,4 milhões de investimentos previstos no TAC.

Os representantes da Inditex, por meio da assessoria de imprensa, declararam que “o acordo demonstra o compromisso e o interesse do Grupo Inditex e da Zara Brasil em reforçar o controle da cadeia de suprimentos por meio do cumprimento da legislação brasileira e do Código de Conduta da companhia por parte de seus fornecedores e empresas subcontratadas."

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Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/razaosocial/posts/2011/12/21/apos-flagrante-de-trabalho-escravo-zara-assina-tac-com-mp-422806.asp